Um tempo, um sentimento, uma vida que se foi junto com um passado que não passou.
Às vezes direcionamos nosso foco em algo para esquecer o vazio em algum outro setor.
Foquei na carreira e tenho conseguido êxito nisso.
Na maioria das vezes dá certo. Vivo numa correria e quase sempre consigo o que pretendia, ou seja, esquecer, mesmo que momentaneamente.
No entanto, têm vezes que bate aquela “deprê”. A maioria das mulheres vai entender o que estou falando. Ou seja, quando sentimos necessidade de nos isolar,pensar em algo, comer chocolate, chorar, ver um filme de comédia romântica e no final ficar triste porque diferentemente da ficção a nossa história de amor não teve aquele lindo final feliz.
Hoje li a seguinte frase: "Todos são arquitetos do destino vivendo nestas paredes de tempo".
Será mesmo que somos arquitetos do nosso destino? Não, nem sempre isso nos cabe. Às vezes somos reféns dos acontecimentos. Coisas que parecem fugir ao nosso controle e mesmo que queiramos interferir parece inevitável.
Outras pessoas tentam te confortar com aquela velha historinha do “o que é seu está guardado”, ou ainda “Deus sabe o que faz”, “se não foi, não era pra ser”. Ah, por favor, me poupem.
Uma vez uma pessoa mais vivida que eu me disse que às vezes ficamos procurando respostas à vida inteira e não a obtemos, pois essas respostas poderiam ter sido dadas a nós por alguém que nunca mais veremos, ou ainda que preferiu se calar.
Não sei se algum dia saberei das repostas que procuro, talvez nunca saiba, mas uma coisa fica - a certeza de que uma ferida foi aberta e sem prazo para se fechar. O responsável? Ah sim, vive bem, feliz, sem remorso, construiu uma família e nem sequer sabe o mal que causou a outra vida, que talvez nunca se refaça do que sofreu.

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